Suporte Metabólico de Alta Biodisponibilidade
A hipovitaminose D constitui um desafio relevante de saúde pública em Portugal, com
elevada prevalência, incluindo formas severas1
. Apesar de uma latitude favorável, a síntese
cutânea de vitamina D é insuficiente entre o outono e a primavera, sendo agravada por
fatores como baixo aporte alimentar, sedentarismo e obesidade1
.
A suplementação isolada de vitamina D, sobretudo em doses elevadas, levanta questões
sobre a gestão do cálcio sérico. Uma maior absorção intestinal de cálcio requer mecanismos
eficazes de controlo, que assegurem a fixação no tecido ósseo e evitem a deposição em
tecidos moles, nomeadamente a nível vascular.
Sinergia metabólica: o eixo VD-VK
A interação entre a vitamina D (VD) e a vitamina K (VK) é determinante na regulação do
metabolismo do cálcio e na manutenção da saúde óssea e cardiovascular.
• Vitamina D3 (Colecalciferol): Promove a absorção intestinal de cálcio e modula a
resposta imunitária e a diferenciação celular.
• Vitamina K2 (MK-7): Essencial para a ativação (carboxilação) de proteínas
dependentes de vitamina K, como a osteocalcina e a matrix Gla protein (MGP)2
. Após
ativação, estas proteínas direcionam o cálcio para o tecido ósseo e inibem a sua
deposição em tecidos moles, incluindo o tecido vascular3
.
Desta forma, a eficácia do metabolismo do cálcio depende não apenas da sua absorção,
mas também da sua correta distribuição. A insuficiência de VK, num contexto de
suplementação com VD, pode favorecer fenómenos de calcificação ectópica, reforçando a
relevância clínica da sua ação complementar4




















































































































































































